Eai seres da terra, aqui quem vos fala é a Amanda and today vamos falar sobre Detroit, um jogo fodastico produzido pela Quantic Dream!
Sim, vou falar sobre Detroit mesmo que já tenha passado muito tempo desde seu lançamento, mesmo que tenha inumeras resenhas de pessoas profissionais comentando sobre por ai pela internet.
Bom, vamos começar desde os primórdios do jogo, quando lançou a tech demo project Kara cerca de 6 anos atrás, onde mostrava a construção da Kara e dava uma base bem simples de como seria o jogo.

Detroit se passa na cidade de Detroit (obviamente) no ano de 2038, onde os androids foram criados para ocupar cargos em que muitos humanos não queriam ocupar e consequentemente servindo de escravos para a raça humana, atuando nas funções domesticas, trabalhos braçais, objetos sexuais e até mesmo ajudar em operações policiais. Até que um dia os androids se cansam de servirem de escravos e acabam “despertando”. O jogo conta com três personagens principais, Kara, Markus e Connor, todos os três androids e cada um deles com sua historia e objetivos. Detroit, assim como outros jogos da Quantic Dream, é um jogo de múltipla escolha/interativo onde suas escolhas influenciam em como vai ser o andamento da historia do jogo.

Detroit é interativo até mesmo em seu menu, onde temos uma host chamada Chloe que ao decorrer da historia vai conversando e interagindo com a gente, dependendo das escolhas que você faz, ela pode fazer alguns comentarios sobre acontecimentos na historia, confesso que fiquei com um pouco de medo com algumas interações que ela fazia como dizer que minha sala é bonita ou perguntar se eu me considerava amiga dela (na hora do medo disse sim, vai que ela sai da tela e me mata).

Durante o jogo tambem aparece a opção para você responder a um questionário da cyberlife, que tem umas perguntas meio estranhas.

A Chloe também aparece depois, apesar de ser em um modelo diferente porém com o mesmo visual, em uma das missões do Connor onde ele connhece um dos fundadores da Cyberlife. Para informações mais precisas consultar o Wiki de Detroit.

O jogo já começa na tensão, a primeira missão, lançada como demo, começa na visão de Connor que vai ajudar em uma missão de resgate de uma menina que esta sendo feita de refém por um android Divergente (como são chamados os androids que despertam consciência e emoções humanas) nessa missão você tem que tomar muito cuidado com as escolhas e abordagens que usa se quiser salvar a menina e se manter vivo. o final que eu peguei foi o connor e a menina vivos, porém tem outros finais como do Daniel se jogar da cobertura com a garotinha ou o Connor morrer com um tiro na testa.

Connor é o unico personagem que escolhemos se vai ser divergente ou não com base em nossas decisões feitas no jogos, ele é um android criado para ajudar em casos policiais, auxiliando em investigações e essa coisas, a maioria dos cenarios jogados com o Connor são sobre a investigação de androids divergentes que acabam se voltando contra seus donos e cometendo crimes. Suas cenas tambem contam com a presença de Hank, um tenente depressivo e alcoólatra especialista em homicidios.

Conforme o jogo segue seu nivel de afinidade com o Hank pode aumentar ou cair e isso vai influenciar em outras missões e interações. Connor também tem outro coadjuvente em suas cenas, a IA (Inteligencia artificial) criada por Kamski, Amanda, que sua afinidade com ela tambem pode influenciar na historia, Amanda é contra os Divergentes, ou seja, se você escolher não ser um divergente ela vai ficar do seu lado, caso o contrário ela vai tentar te reiniciar.

Meu final com o connor foi me tornar um divergente e ajudar os outros com um exército de androids retirados direto da cyberlife, há outros finais que eu ainda não desbloqueei, mas assim que tiver tempo vou explorar mais as possibilidades com Detroit.

Da pra notar uma diferença gritante da Kara atual com a Kara de 6 anos atras, devo ressaltar que ela esta bem mais bonita assim. Começamos a jogar com a Kara quando ela ainda esta na loja, o que deu a entender é que ela quebrou e o dono a levou para arrumar, saindo com ela novinha e reiniciada da loja.

Após chegar em casa somos instruidos a fazer as tarefas domésticas que a Kara foi programada pra fazer, a casa tava um lixo, meu pequeno TOC com ambientes escuros sofreu muito durante esse jogo, porque a grande maioria dos cenários eram em ambientes escuros, provavelmente pra ajudar na dramatização.

Kara também conta com personagens coadjuvantes em suas cenas, a primeira delas e a mais importante é a menina Alice, filha do dono da Kara.

Kara e Alice
A primeira missão de ação com Kara já a transforma em divergente, para poder proteger Alice, Kara tem que quebrar as barreiras de seu sistema e se libertar da programação que a faz obedecer as ordens de seu dono, meu final com essa missão foi Alice matando o proprio pai e as duas fugindo da casa, no decorrer da primeira missão onde tu tem que limpar a casa, acabas achando a arma do velho dentro da gaveta do criado-mudo, se você conseguir agir rapido quem mata o cara é a Kara, se não, ela acaba deixando a arma cair e quem atira é a Alice. Como os outro coadjuvantes, você também pode estabelecer um relacionamento com a Alice, que se bem fortalecido ela vira sua familia. O jogo te da a opção de abandonar ela também, mas como sou uma pessoa de bom coração decidi ficar com ela.

Um outro coadjuvante que aparece na historia da Kara é o Luther, um armário de quase 3 metros de altura que no começo achei que fosse matar geral com um soco, mas na verdade ele era um cara bem bacana e ajuda a gente a fugir da mansão de um cientista louco. É Luther quem ajuda elas na missão de irem para o Canadá, onde não foram registrados androids por lá e onde elas poderiam viver uma nova vida, já que Kara estava sendo procurada pela policia por ter supostamente assassinado o dono e adivinhem quem ta investigando? Se você falou Connor merece um biscoito.

Graças ao Luther, elas conhecem Rose, uma humana super gente fina que ajuda os androids atravessarem a fronteira. Depois de muita merda acontecer, Kara descobrir que a Alice é um android e eu quase matar elas umas 449 mil vezes, finalmente chegamos ao final e o que acontece? Deixo a Alice e o Luther morrerem, peguei o final que eles tentam atravessar a fronteira de barco ai quando estão no meio da travessia brota de narnia os barcos das escolta e metralham a gente fazendo o Luther ser o primeiro atingido por ser quase maior que o barquinho que estavamos usando e a Alice ser atingida tambem graças a minha escolha burra. Depois de derrubar o corpo do Luther na água e quase morrer congelada ja que o rio tava fazendo -6°C, chego no canadá com a Alice dando seus últimos suspiros de vida e dizendo suas ultimas palavras “Eu te amo mãe”, essa cena fez um rio brotar na minha sala com as lagrimas da minha cunhada, confesso que estava me segurando para não chorar também. Nessa hora temos a opção de se desligar (no caso morrer) ou continuar em frente, eu escolhi seguir em frente (PELA ALICE!) e assim acabou a historia da Kara.

Na minha opinião, o Markus foi o android que mais se deu bem em questão de donos. Ele era um android acompanhante de um pintor famoso chamado Carl que tratava ele como filho, apesar de ja ter um pézin de divergencia, Markus sempre obedeceu o dono, porém nunca foi humilhado por ele como os outros androids que se tornaram divergentes.

Carl apesar de ser um velhinho foda pra carai, tem um filho chato pra porra e ainda por cima drogado, que só aparece pra pegar dinheiro e vazar, infelizmente o Carl morre e o final que eu peguei na primeira missão com o Markus foi dele ter levado a culpa pela morte do Carl e ser jogado em uma especie de lixão de androids.
Depois de renascer das cinzas like a fenix, Markus vai atrás de “Jericho” um refugio para androids divergentes criados por sei lá quem, sai lá quando e que tem o mesmo propósito, serem livres. Quando Markus se junta a Jericho, ele se torna um lider e suas cenas contam com mais tres coadjuvantes a partir dai. North, Simon e Josh entram na jogada ajudando Markus em sua missão ativista.

Depois de muito sufoco pegando peças e outras coisas para os androids de Jericho, os quatro invadem uma emissora de televisão para transmitir uma mensagem para os humanos, mostrar ao mundo que android também é gente, porém infelizmente eu acabei deixando o Simon morrer no final.
Como todos os anteriores, Markus tambem tem um nivel de afinidade com cada um dos coadjuvantes, chegando ate engatar um romance com North se seu nivel de afinidade for alto com ela.

Quando você começa liderar a revolução o jogo te da as opções de ser pacifico ou “revoltado” e dependendo da forma que você age, seu final pode ser pacifico ou guerra civil. Eu segui o lado pacifico, meu final foi os androids recebendo a liberdade após comoverem a sociedade não reagindo aos ataques contra eles.

O jogo é maravilhoso, a história geral é bem impactante, não recomendo para pessoas sensíveis a certos tipos de assunto, o drama foi feito na medida certa, não muito carregado e cara, eu mergulhei fundo nos personagens, nas experiencias que eu vivi com eles, me deixei levar pelas minhas próprias emoções em alguns momentos ao invés de usar a razão, esse jogo mexeu muito comigo, eu simplesmente amei. O jeito que eles representaram a midia opinando sobre a revolução, sempre distorcendo os fatos e os deixando como terroristas quando só queriam a liberdade, exatamente como a midia faz realmente, o jeito dos personagens de lidar com cada situação, o fato de algumas ações suas poderem influenciar na história toda, amo jogos assim. Detroit tem inumeros finais e eu com certeza irei jogar novamente para ter novas experiências com escolhas diferentes.
Bom, por hoje é só crianças, acho que me empolguei demais falando sobre o jogo, peço desculpas por isso, a maioria das infos citadas aqui foram tiradas do Wiki de Detroit então caso queiram saber mais sobre o jogo vale apena dar uma conferida, o site é todo em ingles mas com um esforcinho da de entender super bem. Até o proximo post, bjos de luz.
~Amanda Is Away.